São aquilo que eu pareço.
(Mote)
“Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.”
(António Aleixo)
Glosa
Sei que pareço um ladrão…
Parecer não é roubar
Resta-me a satisfação
De os ver só a sacar...
Refeitos e desnorteados,
Mas há muitos que eu conheço
Que disfarçam seus agitados
E eu na calma permaneço.
Avaliam com explosão,
Mentem descaradamente
Que, sem parecer o que são,
Nessa dupla indecente.
Pela vergonha que traduz
Impostores de arremesso…
Falsa modéstia os conduz
São aquilo que eu pareço.
Pinhal Dias – Amora – Portugal

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