Ele que sente tudo isto na pele porque vê o Zé-povinho carenciado. Uma natalidade a perder de vista, uma velhice empobrecida... Números que falam por si - de dez milhões de habitantes, urge dizer que dois milhões são muito pobres, acima destes outros vivem remediados.
As promessas eleitoralistas registam hoje incumprimentos... Indústrias fabris, estabelecimentos comerciais, escolas, hospitais e centros clínicos, sem medir os prós e os contras estão encerrando... Aumentos de reforma, sem a devida correcção monetária, é moeda doentia sem poder de compra... Acresce mais um ponto - essa água que se bebe, sem saúde, que passa pelas torneiras, em várias povoações, sem purificação, tratamento duvidoso - mais tarde vem a justificação diluindo a tempestade num copo de água.
O Zé-povinho lá vai dizendo: -"Não brinquem com a nossa saúde"
A delinquência juvenil cresce desenfreadamente em bairros degradados e lá vão roubando, matando - é a fome que os faz movimentar nessa corrente. Aumenta o sistema policial - Mas? Não é assim que se joga meus senhores! Incentivem o turismo nesses bairros degradados, com abertura de novas escolas, bazares comerciais, revertendo alguns lucros em promoção desses mesmos bairros desfavorecidos. Hoje poderemos ver imitando as favelas que são os meritórios exemplos do nosso Brasil - país irmão!
Uma lição quando é bem estudada!? Deixa de ser provocada.
Pinhal Dias - Amora - Portugal - 9/1/08