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Sou de Natureza Humana
Livre de todo e qualquer sistema político e de todos os conceitos que impedem a revelação do meu ser enquanto pensante! Escrevo o que me vai na alma, assistido por esta veia!

14/11/2009 GMT 1

A coscuvilheira da janela.

soudoluar @ 18:12

(Humor)

A D.Chiquita, mulher já viciada, com vista regalada à janela. É uma assumida cuscas.
No seu eufemismo lá vai comentando com o seu marido, também alcunhado por si como sendo o Zé das Meiguices.

Diz saber de tudo o que se passa na sua rua. De manhã à noitinha, já viciada, debruçada, onde tenta descansar os braços no parapeito de sua janela e olhos bem fitados a excomungar a paisagem desde o movimentar de carros; pessoas e até mesmo animais.
Depara-se com uma cena de saia levantada, espevitada como sempre grita pelo chamamento do Zé das Meiguices.

- Ó Zéeeeee… Não ouves? Anda cá ver aquela mulher com a saia levantada!?
- Ouve lá ó Chiquita tu não vês que a saia daquela mulher está levantada, devido ao efeito do vento!
- Eu já sabia… Vens sempre com desculpas… Tu gostas é de ver aquilo seu parvalhão!

Minutos depois a D.Chiquita vê passar um ciclista, pedalando aos ziguezagues…

- Ó Zéeeeee… Vem cá depressa ver uma bebedeira encima da bicicleta!?
- Francamente Chiquita… Andas com os neurónios soltos e desequilibrados.
Não sentes nesta janela esse vento? E aquela árvore que baloiça?
- Eu sei que vocês homens quando bebem só disfarçam…

A D. Chiquita, sem estar conformada com as justificações do seu Zé das Meiguices…
Fica batendo o pé, com ritmo de nervoso miudinho… E qual é o seu espanto vai fitando a sua vizinha de frente, esta que está comodamente a estender a roupa no arame…

- Ó Zéeeeee… Anda cá ver a vizinha Marmelada a estender a roupa!?
Olha para aquela porcalhona, passa a roupa na água e não esfrega com sabão…
- Ai, ai, ai Chiquita estás sendo uma grande coscuvilheira deverias ser uma boa lavadeira com a nossa vizinha Marmelada; sabias?
- Ó Zé… Tira lá essas tuas cangalhas dos olhos e vê a olho nu aquela roupa suja!?
- Chiquita tu és de mais… A roupa que vês estendida naquele arame da vizinha Marmelada está limpa e bem lavada… O que deverias enxergar era estes vidros da tua janela que estão numa tremenda imundice… Entendes agora!?
- Ó Zé das Meiguices, nem sei mais o que diga…
- E tu Chiquita sabes o que está a pensar agora a nossa vizinha Marmelada?
- Não Zé…
- Pois bem! Ela a esta hora pensa assim “Aquela coscuvilheira está de face oculta na Marmelada”
- Na Marmelada Zé!? O que é isso?
- É Marmelada…
- Apronta-te e vem te deitar… Eu já vou te explicar o resto!

Promoveram uma cena de amor, com um final feliz!

Pinhal Dias – (Lahnip)

10/11/2009 GMT 1

Citações – «Lahnip»

soudoluar @ 19:32

Fala-se tanto e diz-se pouco…
Escreve-se pouco e diz-se muito!

Da Mentira
Mentindo e roubando,
Lá vão eles...somando!

Da Coerência
Dão o dito por não dito
Enterrando o veredicto!

Da Transparência
Promessas, promessas e nada mais…
Nessa propaganda tudo acreditais!

Do Pudor
Quem esconde os seus sentimentos
Está vivendo sem arrependimentos!

Do Lazer
São incentivados à pedalada
Deixando a leitura esfomeada!

Da Saúde
A saúde é um tormento
Nas filas de atendimento!

Da Morte
Na hora dessa grande aflição
Alma que parte, sem unção!

Da Verdade
Nos barões da sociedade,
Hoje a mentira é verdade!

Da Vida
Com a profecia do além!
Peregrinamos nessa vida
A Terra nos foi prometida
Essa lei que a todos convém!

Pinhal Dias – (Lahnip)

31/10/2009 GMT 1

“Livro Digital”

soudoluar @ 13:31

(Sátira)

Quem desconhece
que atrás do écran
virtual
existe o ser
real?

E diz-se ebook
na era do electrónico
que é a poesia
do lógico.
Entrou na Biblioteca,
deu nome ao digital,
nessa fonte de emoção
no avanço da evolução.
Os afirmados poetas
inspirados
não agnósticos
foram os magos,
que hoje combatem
os falsos saramagos…
Nessa chama,
sem o alumiar
até faz arrepiar…
São os embrulhados
e encontrados
nessas barreiras
do avesso
os vendilhões
do arremesso,
que salpicam
o livro digital
e fogem
de Portugal.

Pinhal Dias – (Lahnip)

22/10/2009 GMT 1

Nesse cais uma amarra.

soudoluar @ 15:06

(Amor)

Amarra no Cais

Nesse cais
uma amarra,
um poema,
uma segurança
decretado
em aliança.

Onde rege
a esperança
e deixa preso
o coração
nessa amarra,
a esse cais
de emoção,
sem idades
aliviando
tempestades.

O que resta
desse cais?
- As amarras
do amor,
com muito
mais calor.

O que resta
desse amor?
- Sentir o voar
do condor
com letras
desse autor…

É poema
que alivia a dor!
É sonho induzido
e deixa convertido,
o que nele chorais
amarrado a esse cais.

Pinhal Dias – (Lahnip)

20/10/2009 GMT 1

Poesia Iluminada.

soudoluar @ 21:47

(Reflexão)

Da prosa
Ao verso livre
é poema
que satisfaz.
A mão do poeta
medeia
e demonstra
que é capaz.
Seus inspirados
são divinos,
revelados
na intuição
desse além.
Poetas e Pintores…
Escrevem
desenhando…
Mensagem
que fica conservada,
foi nascida
do quase nada,
em cores de harmonia,
enchem a tela de poesia.

Essa semente
Foi germinada
Com:
- Poesia iluminada.

Pinhal Dias – Amora – Portugal

Fado encantado, em letra veloz

soudoluar @ 21:46

(Fado)

Pinhal Dias - Fado

Quem no fado te viu, unhas na viola
Contida por lição, mas sem desgaste
No ouvido um compasso, por bitola
Nesse baixo, um horizonte que alargaste.

Os ventos que cruzaram e foi daí
Que resvalou o amor indesejado
O teu lugar apenas era ali,
Na solidão, esse poema honrado.

Por muito que lhe queiram convencer
Aprendeu, tocou, já foi o seu bastante
Paginou o livro dessa mulher
Prometeu não levar uma vida errante.

Tudo o que deixou, amou e assim seja
Interrogou-se na vida, definiu-se assim
Mudou de vida, que Deus lhe proteja
Deu espaço aos seus poemas, sem fim.

Este é o Fado do seu coração!
Que declama e entrega a sua voz
Estrofes que lhe dão satisfação,
Fado Encantado, em letra veloz.

Pinhal Dias – Amora – Portugal
(Na música do Fado Alberto)

19/10/2009 GMT 1

José Saramago.

soudoluar @ 14:32

(Sátira)

Quem escreve
sobre os evangelhos
e vai beber à fonte
com passo de corrida,
logo fica sem guarida
deveria ser um assumido
de… “Madalena Arrependida”.
Vegeta no mundo,
com diarreia mental
essa sua mecânica
carece de inspiração
dizem que foi Nobel,
sem a nossa admiração…
Presumo que estudou
os livros apócrifos!?
Comungou esses relatos
históricos de guerras…
Agora rematas ou vendes
esses livros perdidos
Que encerras?
Revelas uma carência
de análise ao Livro Sagrado
«II Timóteo 3-16»

Finalmente…
Lançaste o livro “CAIM”
No teu afirmado:
- “A Bíblia é um livro
de maus costumes”
… Saibas que eu
não comungo
com os teus azedumes…

Se és o Saramago
Eu não te encaixo
És despido de religião
No … «Bota Abaixo»

Saramago foi de vez
Espanhol ou Português?
Sem a luz do Mago
Caim ou Saramago?

Pinhal Dias – (Lahnip)

16/10/2009 GMT 1

Vontade Que Esmoreceu.

soudoluar @ 23:57

(Reflexão)

Se alguém faz
e o outro desfaz...
O que fica para trás?
Uma vontade,
que doeu
e a obra padeceu.
Essa vontade
de voltar a fazer
o que o outro
desfez
foi caída
no indesejado
centralizado
nesse maldizer.
Uma réstea
desse aninhado
cercado e
atordoado
de pirilampos,
onde fica
amedrontado
por relâmpagos
e deixa a cartilha
sentida...
Virou a página
dessa lição,
que não aprendeu
e agora?...
Já entendeu!?
Foi essa vontade
que esmoreceu.

Pinhal Dias – (Lahnip)

O Poder Nefasto.

soudoluar @ 23:56

(Reflexão)

"Se queres por à prova o carácter
de um homem, então dá-lhe poder"
(Abraham H. Maslow)

Esse homem quando nasce
já vem com destino marcado,
num carma viciado
tipifica esse estampado,
de mau carácter,
mais tarde
ou mais cedo
no ciclo vicioso
do enredo.
Na política rasurada,
Quer no associativismo,
desassociativismo,
tomba no derrotismo
porque está fragilizada,
nessa licenciatura de:
- má formatura
- cábulas
- fomento.
Esse homem
idolatrado,
mas sem firmeza
coitado,
prostrado
com certeza.
Se alguém lhe dá a mão
nada o consome,
deixa o irmão
morrer à fome!...

Pinhal Dias – (Lahnip)

Jogo de Palavras.

soudoluar @ 23:55

Soltar um grito
para despertar
algumas consciências!...

A vida é um arco-íris...
E essas cores
são os amigos...

No Outono
Ver as folhas
caindo aos meus pés
No Inverno
Ter sempre a lareira feminina
partilhando o seu aquecimento
No Natal
Dizer que já nasci
há mais de meio século…
Fim-de-Ano
A lembrar os amigos
que conquistei…
E pretendo conservar.
Na Primavera
Ver os campos bem floridos,
com as mais lindas
e variadas cores primaveris.
No Verão
Se lá chegar…!?
marcar um encontro
com a minha Musa “Mar”.

Vos deixo esta manutenção,
que seja sempre edificada
na corrente de um bom
«Jogo de palavras».

Pinhal Dias – (Lahnip)

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