Bocage
Bocage foi p’lo mundo fora
Fazendo versos de amor
Poetas versam em Amora
Demonstrando o seu valor.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
Bocage foi p’lo mundo fora
Fazendo versos de amor
Poetas versam em Amora
Demonstrando o seu valor.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(Sátira)
Sem eira nem beira...
Perdeu a estribeira
acendeu a fogueira,
faltou-lhe a mangueira
um burburinho à maneira
quando abre a boca
só diz asneira.
E promovido foi
o bufarinheiro de rua
com pele de cordeiro
chama falso ao verdadeiro,
na mentira vai andando
aos Domingos vai rezando...
Por essa vida contrafeita!?...
Sem eira nem beira.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(Sátira) - “A Arte não deve ter cor política” …
O circo foi à cidade, com mancos, denominados por “saltimbancos) …
São artistas que encarnam e disfarçam essa arte…
Alegres palhaços; com animais de estimação e outros selvagens por opção.
As palhaçadas geralmente são acrescidas de gargalhadas…
De repente alguém espirrou…
- “Santinho”
- Santinho não… “Santurso”
… Admirado?
Ficou esse lunático!
Catedrático?
Exigente, esmorecia
Encheu-se de azia,
Viu teatro de poesia,
Divertiu-se nesse achado
Que andava perdido
Com saltimbancos da folia,
Branqueando a simpatia
Uma agenda de cobardia,
No seu dia-a-dia
Gramática caiu em desuso
Deu lugar ao “Santurso”
Pinhal Dias – Amora - Portugal
(Reflexão)
Quando a mulher sentiu a dor,
no rebentar das águas
sentiu a hora marcada desse parto,
dá à luz o seu rebento,
foi nascido, coberto
do seu amor.
Cresceu...
Depressa se fez homem.
Certo é que o homem,
quando se diz amadurecido
precisa de uma igual dor
para se tornar mais humilde
e dar muitas graças a Deus.
Mulher presa, submissa,
que vê perder os seus direitos
portando ela a chave
de abertura e mudança,
Se fechou esse livro!?...
Hoje vive interrogada
por esse livro de...
Página que não avançou.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
Mote
Nos seus tempos de criança
Regista muitas saudades
Bons costumes de herança
Em consumidas idades.
Glosas:
Nos seus tempos de criança
No recreio todos brincavam
Com pureza e confiança
Essas crianças saudavam.
Muitas lições aprendia,
Regista muitas saudades
Foi tempo de mais-valia,
Fluíam…felicidades.
Traz saudade por lembrança
Mocidade, luz e vida
Bons costumes de herança
Nessa vida prometida.
Saudades por livramento
Salvando as prioridades
São lidas no firmamento
Em consumidas idades.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(poesia com validade no mote)
Mote:
Os Confrades da Poesia
Que percorre o mundo inteiro
Seus poetas, mais-valia,
Parceiros do Mensageiro.
Glosas:
Os Confrades da Poesia
Ferido num comentário,
Prescreveu a agonia...
No feliz aniversário!
É veia de saudosismo,
Que percorre o mundo inteiro
Foi morse de heroísmo
Mensagem de conselheiro.
Um Boletim de primazia,
Houve quem não acreditasse
Seus poetas, mais-valia,
Na feitoria deu realce.
Promovido em labores
Soletrando o verdadeiro
Um tesouro de valores,
Parceiros do Mensageiro.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(Reflexão)
Quem sois vós?
- Uma lição de seus avós…
“Ai Pinhal...
que foste mordido
e em chamas ardido,
jamais consumido”.
A passo de caracol
agarram-se ao muro
das lamentações,
andam aos empurrões.
Outro mundo
pula e avança...
Amor, Fé
Esperança!
Esse Pinhal
de natureza enraizada,
na seiva resignada
que cresce consigo
e mais não digo...
O poema subentende
Reflecte, escreve, aprende.
Quem sois vós?
- Uma lição de seus avós…
Pinhal Dias - Amora – Portugal
(Reflexão)
Por todos é sabido
que o mar enrola!?
...enrola!
Na sequência de várias ondas,
até que desmaia...
Alguém perdeu a voz.
No horizonte…ouviu-se grito,
que gerou mensagem,
alguém se viu aflito…
Mergulhou acelerado,
ficou decepcionado,
por outra veia
terá que ser desenrolado
na areia,
como folha
caída num imbróglio
deixando o faroleiro,
sem petróleo...
E?
Tudo o que se enrola...
Terá que ser desenrolado.
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(Reflexão)
Reparar erros...
Quando eles são mecânicos!?
Levamos o carro à oficina...
Reparar erros...
No avanço da idade…saúde debilitada!?
Vamos consultar um bom médico...
Reparar erros...
Eles ao sol fazem sombra aos outros!?
O Sol quando nasce é para todos...
Reparar erros...
Atitudes humanas fracassadas!?
Com humildade se pede desculpas...
Reparar erros...
O que se deseja? ... Está na Desiderata!
O egoísmo sempre resvalou no heroísmo...
Reparar erros...
Para não cairmos num segundo Holocausto!?
Fim à guerra... E paz entre os homens!
Pinhal Dias - Amora - Portugal
(Reflexão)
Óh mundo...
Tu que andas moribundo,
caíste num poço profundo.
Ponto Final.
Se o mundo anda louco!?
Do poeta não façam pouco.
Ponto Final.
Onde mora a felicidade?
- Aos pés da iniquidade...
Ponto Final.
Acabar com esse mundo?
Sim! ...
O mundo da iniquidade...
Ponto Final.
Salvem-se dos engodos,
com saúde para todos.
A poesia tem fado unido,
na pauta...dó sustenido.
...e mais?
Ponto Final.
Pinhal Dias - Amora - Portugal